segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Eu passarinho...


Esse bordado eu fiz para a Vera. Ela queria um sofazinho e muitos passarinhos. Gostei tanto dele que depois não queria mais entregá-lo. Ainda bem que poderei vê-lo sempre que quiser. Eu fico feliz que meus passarinhos estejam em boas mãos!
Ele faz parte da série "Sofá Encantado".
(2010)

6 comentários:

SONIA BIANCO ARTES disse...

Olinda, passei para dar um alô e me encanto com seus bordados.
parabéns.
Beijos
Sonia

JACIREMA CLEIA FERREIRA disse...

Olinda:
Adorei os seus trabalhos! Adoro bordar também, dou cursos aqui em São Paulo. Visite meu blog: http:retalhosetcetal.blogspot.com

Grande abraço e muita luz e estrêlas em seu trabalho. JACIREMA

Vera Bazzo disse...

Ele é muito lindo mesmo!
Pode ir lá em casa vê-lo sempre que sentir saudades dos passarinhos e da gata.
Beijo
Vera

JACIREMA CLEIA FERREIRA disse...

Querida Olinda:
passeando por seu blog e encontrando o belo texto de Manoel de Barros, não resisti à tentação de compartilhar um de meus prediletos, embora, é quase certo, você já o conheça!

Eu tenho um ermo enorme dentro do olho. Por motivo do ermo não fui um menino peralta. Agora tenho saudade do que não fui. Acho que o que faço agora é o que não pude fazer na infância. Faço outro tipo de peraltagem. Quando era criança eu deveria pular muro do vizinho para catar goiaba. Mas não havia vizinho. Em vez de peraltagem eu fazia solidão. Brincava de fingir que pedra era lagarto. Que lata era navio. Que sabugo era um serzinho mal resolvido e igual a um filhote de gafanhoto.
Cresci brincando no chão, entre formigas. De uma infância livre e sem comparamentos. Eu tinha mais comunhão com as coisas do que comparação. Porque se a gente fala a partir de ser criança, a gente faz comunhão: de um orvalho e sua aranha, de uma tarde e suas garças, de um pássaro e sua árvore. Então eu trago das minhas raízes crianceiras a visão comungante e oblíqua das coisas. Eu sei dizer sem pudor que o escuro me ilumina. É um paradoxo que ajuda a poesia e que eu falo sem pudor. Eu tenho que essa visão oblíqua vem de eu ter sido criança em algum lugar perdido onde havia transfusão da natureza e comunhão com ela. Era o menino e os bichinhos. Era o menino e o sol. O menino e o rio. Era o menino e as árvores.
Beijus e bom feriado! JACI

Anônimo disse...

Querida Olinda,
muito bom te conhecer
e seu trabalho,
um dia bordado com muitas cores,
como um sofazinho gostoso,
um aconchego
pra alma
com direito a noite de chuva
Sheilla

Vera Bazzo disse...

Eu adoro este bordado! Mas sempre que você sentir saudades, é só pedir que eu lho trago!
Obrigada por tê-lo bordado para mim, Olinda!
Beijo
Vera